quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Analfabeto Político

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht
Eugen Berthold Friedrich Brecht (1898 - 1956), dramaturgo e poeta alemão.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ponha um tubarão no seu tanque (parte II)

Dia desses eu postei um texto onde afirmava "...na política, seus amigos lhe trarão mais prejuízos e aborrecimentos que os seus possíveis inimigos..." e continuava dizendo; "...político sábio lucra mais com seus inimigos do que com seus amigos". Pois bem, se você quiser sobreviver no mundo da política deve aprender a valorizar seus oponentes, seus adversários, tanto ou mais que seus amigos e aliados. Valorizar a tal ponto que, caso não os tenha, deve criá-los. 

Um erro comum de quem vive a política é que, ao atingir seus objetivos, o político procura eliminar todos os restícios de oposição a futura administração. Cercando-se somente dos amigos, admiradores e correligionários que o blindam das "informações desagradáveis", o político tende a ficar com uma certa áurea de unanimidade, de "ser amado", que o torna inatingível.

L. Ron Hubbard dizia que "o homem progride, estranhamente, somente perante um ambiente desafiador". Portanto, se você quiser sobreviver no mundo da política, fuja da comodidade, da preguiça e unanimidade advinda dos amigos. Aprenda a fazer uso do contraditório, dos desafios provocados pelos seus inimigos. Pois, na maioria das vezes, são eles que nos trazem os desafios, nos mostram os erros, nos deixam "vivos" e dão sabor as nossas vitórias.

Político, faça como os japoneses, ponha um tubarão no seu tanque.

Os Arquitetos do poder

Para quem gosta de política, e em especial dos bastidores da política, este filme é imperdível. Um documentário de Alessandra Aldé (IUPERJ) e Vicente Ferraz (Urca Filmes) que além de abordar os bastidores do poder numa campanha eleitoral, trata daqueles que fazem as funções de marqueteiro político. Com depoimentos de Duda Mendonça, Paulo de Tarso, Ronald de Carvalho, Wlaney Pinheiro e Carlos Henrique Shroder, o documentário passa por todas as campanhas presidenciais de Getúlio Vargas até Lula.



Detalhe: É longo (100min), porém se você passar dos primeiros 5 min, vai querer ir até o final.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Ponha um tubarão no seu tanque (parte I)

Conta a história que os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes.

Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Porém, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostaram do peixe congelado. Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos.

Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático. Por último, para resolver o problema, e conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas adicionaram um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo" e com o suave sabor de fresco. 

Tudo porque os peixes estavam num ambiente desafiador.

Pense Nisso!!

Capacidade para Votar


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ode aos herdeiros políticos

Ganham aos catorze anos a primeira gravata, com as cores do partido que melhor os ilude. Aos quinze, seguem a caravana. Aplaudem conforme o cenho das chefias. São os chamados anos de formação. Aí aprendem a compor o gesto, a interpretar humores, a mentir honestamente. Aprendem a leveza das palavras, a escolher o vinho, a espumar de sorriso nos dentes. Aprendem o sim e o não mais oportunos.

Aos vinte anos, já conhecem pelo cheiro o carisma de uns, a menos-valia de outros, enquanto prosseguem vagos estudos de direito ou economia. Estão de olho nos primeiros cargos; é preciso minar, desminar, intrigar, reunir. Só os piores conseguem ultrapassar essa fase. Há então os que vão para os municípios, os que preferem os organismos públicos. Tudo depende de um golpe de vista ou dos patrocínios à disposição.

É bem o momento de integrar as listas de elegíveis, pondo sempre a baixeza acima de tudo. A partir do parlamento, tudo pode acontecer: diretor de empresa pública, coordenador de campanha, assessor de ministro, ministro, diretor executivo, presidente da caixa, embaixador na pqp!... mais à frente, para coroar a carreira, o golden-share de uma cadeira ao pôr-do-sol. 

No final, para os mais obstinados, pode haver nome de rua (com ou sem estátuas), flores de panegírico, fanfarras e... formol! 

Texto de José Miguel Silva - poeta contemporâneo português. 


Nicholas Buttler

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Não ofusque o brilho do seu chefe!

Se você quer sobreviver no mundo da política, deve aprender a não brilhar mais que os outros. Principalmente se "os outros" são seus superiores. Se você quer trabalhar na política, ser um bom assessor, aprenda a ficar longe dos holofotes. O bom assessor é aquele que não aparece, que não ofusca o brilho do seu chefe.

Um erro comum no mundo da assessoria, é que, querendo agradar ao mostrar seus "dotes", o assessor acaba despertando sentimentos de inveja e insegurança. De modo geral, todos têm as suas inseguranças e é complicado ficar se preocupando com os sentimentos dos outros. Mas, quando "o outro" está acima de você, é vital adotarmos algumas precauções, pois quando se trata de política, brilhar mais que o seu superior talvez seja o maior erro.

Robert Greene, no livro as 48 Leis do Poder ensina: "Faça com que as pessoas acima de você pareçam mais brilhantes do que são na realidade e você alcançará o ápice do poder".

Pense Nisso!!!

domingo, 29 de julho de 2012

Tudo que é demais enjoa...

Se você quer sobreviver no mundo da política deve aprender que neste mundo, pra você ser respeitado, valorizado, deve saber o momento de se fazer presente e o momento de desaparecer, de se ausentar. Na política, tudo depende da presença e da ausência. Uma forte presença acentua seu poder e atenção, mas tem um ponto inevitavelmente em que a presença demais cria um efeito contrário. Você se torna um hábito. Uma pessoa comum! 

No início, comparado a qualquer relacionamento, para se fazer notado, conhecido, não se ausente, participe de tudo, seja onipresente. Depois, alcançado certo grau de respeito e poder, para sua sobrevivência, chega o momento de estabelecer certas ausências. Comparado ao sol, que só é valorizado quando ausente, assim deve ser o político. Quanto mais longo o período de chuvas, mais o desejamos. Dias de calor demais cansa.

Se você quer sobreviver no mundo da política aprenda o momento de se afastar e fazer com que as pessoas exijam a sua volta. Napoleão dizia: "Se me virem com frequência no teatro, o povo vai deixar de me notar".

Pense Nisso!!!

sábado, 28 de julho de 2012

Qualidade ou defeito

É consenso que se você quer sobreviver no mundo da política você deve ser um bom comunicador, saber se expressar, falar em público.

Eu acrescentaria...

Se você quiser sobreviver neste mundo tem que saber que um bom político não é o que domina a palavra, e sim o que domina o silêncio. Saber usar a voz é saber falar e principalmente saber se calar para ouvir.

Ou como dizia Rubem Alves; "O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranqüila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você". A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina".

Quando estudei Engenharia, tive a oportunidade de participar de um coral. Lá, aprendi a esperar a hora certa para falar. Eu vi que cada tonalidade tinha seu momento certo de entrar e que em determinado momento o silêncio era tão ou mais importante que a própria voz. Eu vi que o silêncio valorizava a voz que se seguia.

Se você quer sobreviver no mundo da política aprenda que o poder não esta em falar mais; esta em escutar mais, está no silêncio. Você deve aprender que quem domina uma conversa não é quem fala, é quem ouve.

Pense Nisso!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Senhor, proteja-me dos amigos...

Se você quiser sobreviver no mundo da política deve aprender a temer mais seus amigos do que seus inimigos. Sim, na política, seus amigos lhe trarão mais prejuízos e aborrecimentos que os seus possíveis inimigos.

Voltaire dizia: "Senhor, proteja-me dos amigos; que dos meus inimigos, cuido eu".

Raros são os amigos que conhecemos verdadeiramente. Mais raros ainda, são os casos em que os amigos são os mais qualificados e capacitados. Quando você decide contratar um amigo, aos poucos vai descobrindo outras "qualidades" que você desconhecia que este amigo possuía. Uma palavra a mais aqui, um pouco mais de (des) honestidade ali e, aos poucos, a amizade se foi. E como neste mundo, nada é estável, mesmo os amigos mais chegados podem se transformar nos piores inimigos.

E é por isso que existe aquele ditado: "Traição tem este nome, porque vem de onde menos esperamos".

Curiosamente, por outro lado, na política, seus inimigos são jóias preciosas que devem ser exaustivamente garimpadas. Sem eles você teria somente os amigos, e isso seria a sua desgraça. O político sábio lucra mais com seus inimigos do que com seus amigos. Diferentemente dos amigos, que nos deixam preguiçosos, um ou dois inimigos aguçam nossa percepção, nos mantém concentrados e alertas. Um provérbio chinês compara os amigos aos dentes e mandíbulas de um animal preguiçoso; "se você não tomar cuidado, eles acabam mastigando você".

Portanto, se você quer sobreviver no mundo da política deve entender que a política exige uma certa distância entre as pessoas. Deve ser capaz de julgar quem é mais capaz para esta ou aquela função. Deve deixar seus amigos para as amizades, pois, no final, o que vai pesar no seu trabalho é a sua capacidade e competência, bem como, dos que estão a sua volta, do seu grupo, da sua equipe.

Pense Nisso!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Se os tubarões fossem homens...

Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais. Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos. Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões. Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.

Também haveria uma religião ali.

Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida. Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.

Se os tubarões fossem homens...

Veja este vídeo no YouTube:

sábado, 7 de julho de 2012

Política: Um Jogo Amoral

Se você quer sobreviver no mundo da política deve saber que este mundo é essencialmente um jogo, um jogo como o de xadrez, um jogo amoral. E neste jogo, não existe esta coisa de bom ou ruim, de bem ou mal. Nele, não se julgam as pessoas por suas intenções, mas pelos seus feitos.

Não importa se o seu adversário é seu amigo ou seu inimigo, ele vai estar na sua frente e vai querer sua torre, sua rainha e seu rei. Neste jogo, é natural que as pessoas usem da estratégia e do disfarce para atingirem seus objetivos. É importante, portanto, aprender a olhar o que está por trás das palavras, dos movimentos, e nunca, nunca levar nada para o lado pessoal.

De um modo geral, as pessoas tendem a ver o mundo da maneira como gostariam que fosse e não da maneira como é. Porém, como já foi dito: "o que distingue o ser humano dos animais, é a nossa capacidade de mentir, enganar, disfarçar". E no jogo da política o disfarce é sua arma mais importante.

Se você quer sobreviver no mundo da política deve desenvolver a capacidade de estudar e compreender as pessoas. Compreender os motivos ocultos que motivam as ações sem jamais discriminar quem você estuda e em quem você confia. Você deve jogar com estratégia, observar os movimentos com muita paciência e não se deixar levar pelas emoções. Na política, não se deve confiar totalmente em alguém. Estude todos, principalmente os mais próximos, os amigos e pessoas queridas. Afinal, traição tem este nome porque vem de onde você menos espera.

Pense Nisso!!

terça-feira, 3 de julho de 2012

No mundo da política, ninguém quer menos...

Se você quer sobreviver no mundo da política, deve saber que todos que estão envolvidos "neste mundo" almejam poder. Neste mundo, ninguém quer menos poder, todos querem mais. E todos competem com todos. Seja você o político ou apenas alguém que quer trabalhar para um, você terá que conquistar "seu espaço", o que muitas vezes significa tomar o lugar de alguém.

E em se tratando de política é perigoso ser bom, ético e justo o tempo todo. Pois, agindo assim, você será presa fácil. Por outro lado, também não é bom parecer ter fome deste poder, pois os que estão ao seu lado, ao notarem, tudo farão para tirá-lo do caminho. Nicolau Maquiavel, diplomata renascentista, uma vez disse; " O homem que tenta ser bom o tempo todo está fadado a ruína entre os inúmeros outros que não são bons".

Com o tempo você entende que para sobreviver no mundo da política não basta você ser bom no que faz, e fazer bem. Você deve ficar, como diz o ditado; "com um olho no gato e outro no peixe". Você deve fazer seu trabalho e ao mesmo tempo cuidar dos que estão ao seu lado e que, ao contrario de você, não serão decentes, éticos e justos.

Com o tempo você se dá conta que está num jogo interminável, numa guerra nem sempre civilizada.

Se você quiser sobreviver no mundo da política esteja preparado para a ganância, inveja, traição e o ódio alheio.

E tudo com o mais gentil dos sorrisos.

Pense Nisso!!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Como entrar na Política

Uma das perguntas que mais me fizeram até hoje foi... "Como faço para entrar na política, para ser um assessor político"? E a resposta que eu sempre dou é:

"Se você quer entrar para o mundo da política deve saber carregar piano".

É comum, depois das eleições, chover interessados em trabalhar nos gabinetes políticos. Currículos de todos os tipos e vindos de todos os cantos são entregues na ilusão de conseguirem a indicação almejada.

Porém, se você quer entrar no mundo da política, aprenda a conjugar o verbo "é dando que se recebe". E a hora de "dar" é agora. Entre numa campanha de cabeça, de preferência como voluntário, pois, por mais poderoso que seja o político, antes de te ajudar ele vai querer a sua ajuda, seja seu trabalho, sua liderança, seu voto.

Depois... Bem, depois vai depender de quanto piano você sabe carregar.

Pense Nisso!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Político - Profissional da Comunicação

Todo político é um profissional da comunicação, que está sempre se comunicando seja por palavras, por ações ou pela falta destas - o silêncio.

Hannah Arendt dizia: "Através da ação e do discurso você tem o seu segundo nascimento". Você se expõe ao mundo através da sua voz, do seu discurso. É é através da sua voz e do seu discurso que você se distingue, e passa a existir. 

Porém, a voz, o corpo e a mensagem tem que ser unívocos. Deve-se buscar o casamento perfeito entre o corpo, a voz e a mensagem. Para que se tenha a impressão de sinceridade. Afinal, quem já não teve a experiência de ouvir um político falando e ficou com a impressão de que estava faltando alguma coisa? De que tinha coisa errada? 

Políticos... Seus corpos falam! 

Não adianta você enviar um email de felicitação de aniversario ou seu informativo, quando de sua mão não sai um gesto de cumprimento ao encontrar pessoas, quando seus olhos não encaram e você não escuta ninguém interessadamente. 

Político... "Suas atitudes falam tão alto que não consigo escutar a sua voz".

Pense Nisso!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Domine o Silêncio


É consenso que se você quer sobreviver no mundo da política você deve ser um bom comunicador, saber se expressar, falar em público.

Eu acrescentaria... 

Se você quiser sobreviver neste mundo tem que saber que um bom político não é o que domina a palavra, e sim o que domina o silêncio. Saber usar a voz é saber falar e principalmente saber se calar para ouvir. 

Ou como dizia Rubem Alves; "O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranqüila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você". A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina". 

Quando estudei Engenharia, tive a oportunidade de participar de um coral. Lá, aprendi a esperar a hora certa para falar. Eu vi que cada tonalidade tinha seu momento certo de entrar e que em determinado momento o silêncio era tão ou mais importante que a própria voz. Eu vi que o silêncio valorizava a voz que se seguia. 

Se você quer sobreviver no mundo da política aprenda que o poder não esta em falar mais; esta em escutar mais, está no silêncio. Você deve aprender que quem domina uma conversa não é quem fala, é quem ouve.

Pense Nisso!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Qualidade demais mata

A sabedoria popular nos ensina que "tudo o que é demais, faz mal". E nisso se incluem nossas virtudes e qualidades. Sim, nossas qualidades quando não dosadas na intensidade adequada podem transformar-se em defeitos.
E como estamos no mundo da política, o inverso também vale. Ou, como diria aquele velho provérbio árabe: "todo defeito que agrada ao sultão, torna-se uma qualidade". Portanto, o importante é saber o momento de dosar suas qualidades e seus defeitos.
Quer dois exemplos? Quem nunca trabalhou com alguém que é expert no que faz mas ninguém o suporta e que por este motivo, não é bem aproveitado? Ou então, aquele que todos acham insuportável, mas é muito bem visto pelo chefe?
Então... Acontece que na maioria das vezes as pessoas envolvidas num relacionamento profissional, não têm consciência de como funcionam este relacionamento. Não querem parar para pensar “em como” ou “o que” estão fazendo e entender a necessidade do outro. Não sabem dosar suas qualidades e seus defeitos.
O fato é que perdemos muito tempo pensando em nossos defeitos. Assuma que você não será bom em tudo. Então foque no que você é bom. Torne isso o seu diferencial. Busque a qualidade e tome-a como um remédio...
...na dose certa cura, em excesso mata.

Pense Nisso!

quarta-feira, 30 de março de 2011

A oportunidade está no outro

Todos nós temos um conjunto de potencialidades que deveriam ser analisadas, conhecidas e, algumas, controladas antes de nos aventurarmos neste mundo de poder. Se você quiser se dar bem no mundo político deve conhecer bem seu conjunto de potencialidades.
Autoconhecimento, autocontrole e conhecer bem o meio onde se esta inserido é uma estrada que leva a decisões acertadas. Após tomada a decisão, seja socialmente adequado a ela. Seu esforço e seu estilo de vida devem conspirar em favor da decisão tomada.
Para isso crie espaço para que o mundo possa te ajudar. Faça! Participe! Sorria! Seja simpático! Um indivíduo simpático tende a ter mais oportunidades na vida, pois as oportunidades vêm “dos outros”.
Sim, “a oportunidade está no outro”, são os outros que trazem as oportunidades. Sua rede social e seus relacionamentos são 98% do seu sucesso. Eles é que darão suporte, oportunidade ou informação que podem lhe favorecer.
Portanto, Circule! Faça amigos! Saia da sua zona de conforto. O seu crescimento está em você se “des-envolver”. Crescer significa deixar para trás algumas coisas que você trouxe consigo até aqui e que não servem mais.
Isso muitas vezes pode incluir pessoas.
Pense Nisso!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Afinal o que é política?

Será que basta estar no mundo político para ser ou ter uma mente política? Conheço muitos políticos que não possuem uma mente política e muitas pessoas que não exercem atividade política, mas empregam política no seu dia a dia com muita destreza.
E o que é a arte da política?

Platão disse ser: “a ciência de governar os Estados”.

Voltaire: “é a arte de mentir quando convém”.

Nereu Ramos: “é a arte de engolir sapos”.

Lao Tse: “é esvaziar a mente dos homens e encher-lhes o estômago”.

Oscar Ameringer: “é a arte suave de obter votos dos pobres e fundo dos ricos”.

Aristide Briand: “é a arte de conciliar o desejável com o possível”.

Existem centenas de definições do que seria a arte da política. Todas são, na realidade, reflexos das facetas da arte de conquistar, exercer e conservar o poder.

Política é... Política.

domingo, 6 de março de 2011

Políticos: Quebradores de paradigmas

O maior símbolo de paradigma que conheço diz respeito aos elefantes. Todos que um dia já foram num circo devem ter visto um elefante amarrado em uma corda e preso em uma pequena estaca enfiada ao chão. E muitos se perguntam como um elefante tão grande e com tanta força fica ali preso aquela estaca? Pois é.

Acontece que quando este enorme elefante ainda era um pequeno elefantinho ele foi amarrado à mesma corda e à mesma estaca. Como ele ainda era muito pequeno, não tinha força para escapar da mesma. Tentou por um dia, por um mês, por meses. Até que um dia, um certo dia, ele, acreditando que nunca iria escapar, desistiu de tentar. Sem saber que cresceria, que suas forças aumentariam, sem saber que um NÃO hoje não quer dizer um NÃO sempre, ele acreditou no que imaginava ser a verdade imutável.

Verdade imutável é que se você estiver vivendo no mundo político, deve se acostumar a quebrar paradigmas. E um dos maiores paradigmas existentes na mente humana é que mudança sempre tende para pior. Psicologicamente o novo destrói o que é familiar, cria um vazio, um vácuo, e as pessoas tendem a temer o caos que virá.

Maquiavel dizia: “Considere que não há nada mais difícil, nem de sucesso mais duvidoso, nem mais arriscado, do que iniciar uma nova ordem das coisas”. Se você quiser transitar bem neste mundo da política vá se acostumando com mudanças. Elas virão sempre e nem sempre será pra melhor.

Se la vi.

sábado, 5 de março de 2011

Seus amigos vão te trair antes mesmo que seus inimigos.

Um provérbio chinês compara os amigos aos dentes e mandíbulas de um animal perigoso: se você não tomar cuidado, eles acabam mastigando você. E eles só irão te trair porque são seus amigos. Sabem bem a sua história, seus pontos fracos, seus medos e segredos. E traição se chama “traição” porque vem sempre de onde você menos espera. 

Se você quiser se dar bem no mundo político deve ter cuidado dobrado com os seus amigos, pois dos inimigos você sabe sempre o que esperar.

Na política, corriqueiramente, as versões sobressaem aos fatos. As situações possuem um peso, uma intensidade muito grande. Para prejudicar um político, um funcionário ou um amigo não precisam fazer muito esforço, basta não serem do ramo. E raramente o amigo é a pessoa mais capaz. Capacidade no ambiente político se transforma em satisfação, em reconhecimento, em voto.

Situações de trabalho, principalmente o da política, exige uma certa distância entre as pessoas. A chave do poder, portanto, é a capacidade de julgar quem é o mais capaz em todas as situações. Guarde os amigos para a amizade, mas para o trabalho prefira os capazes e competentes.

Como dizia Voltaire “Senhor proteja-me dos meus amigos; que dos meus inimigos, cuido eu”.

A lei da ausência e da presença

Tudo que é demais enjoa. É assim com comida, com o amor e é também na política. Quanto mais você é visto e escutado, mais comum vai parecer. Se você quer ser admirado, valorizado, reconhecido no mundo político, deve aprender a se ausentar temporariamente.

A lei da ausência e da presença recomenda que no início você deva estar mais presente aos olhos de quem te é importante. Neste início, uma ausência prolongada pode gerar esquecimento. Depois, quando o relacionamento está consolidado, a ausência inflama e excita.

Napoleão, reconhecendo o poder desta lei disse: “Se me virem com freqüência no teatro, o povo vai deixar de me notar”. Uma forte presença atrai poder e atenção pra você, mas com o tempo uma presença em demasia cria o efeito contrário e seu valor diminui. Assim é um político, assim é o sol. Só o valorizamos quando ausente. Quanto mais longo o período de chuva, mais o desejamos. Quanto maior a sua exposição, mais monótono e cansativo se torna.

Porém, lembre-se, esta lei aplica-se somente àquelas pessoas que já alcançaram um certo nível de poder, aos astros reis.

"A ausência enfraquece as paixões medíocres e inflama as grandes paixões, como o vento que apaga a chama de uma vela e atiça as de uma fogueira." La Rochefoucauld -1613.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O poder é um jogo

Talleyrande disse uma vez: “A palavra foi dada ao homem para permitir-lhe disfarçar seu pensamento". Se você pensa em sobreviver no mundo político, nada mais verdadeiro.

Para algumas pessoas, participar do jogo do poder, direta ou indiretamente, é compactuar com o erro, com a maldade, com o que de pior a sociedade possui. Estas pessoas, segundo o dramaturgo alemão Bertolt Brecht, são o que chamamos de analfabetos políticos. É preciso tomar cuidado com pessoas assim, pois embora digam uma coisa, com freqüência estão pensando outra. São especialistas na arte da política, e utilizam estratégias que disfarçam suas verdadeiras intenções.

O poder requer jogar com as aparências. Quem está no mundo político não se comove com demonstrações de pureza e inocência, pois quem deles faz alarde são os menos inocentes. O sangue político requer que você esteja sempre preparado, em todos os momentos. 
Nada será surpresa se você estiver sempre pensando e se preparando para o pior cenário. Um político não perde tempo sonhando com finais felizes para seus planos, mas calcula e se prepara sempre para todas as possíveis armadilhas que poderão lhe surgir no caminho.

O poder é um jogo, um jogo em que para vencer você deve desenvolver a capacidade de entender o que está por trás do que estão lhe falando. Como diria aquele ditado: “Suas atitudes falam tão alto que não consigo ouvir sua voz”.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Você é um técnico ou um político?

Durante estes anos trabalhando no mundo político encontrei profissionais competentes, cheios de conhecimento, todos ansiosos para serem melhor aproveitados, porém descartados do processo. Muitas vezes por questões meramente políticas, outras por culpa deles mesmos.

Ontem escrevi: “Você é contratado por sua capacidade técnica e demitido pela capacidade comportamental”. Devido a capacidade comportamental é que muitos profissionais são demitidos antes mesmo de serem contratados. E nenhum deles nunca me perguntou, mas se me perguntassem daria três sugestões que servem em todas as situações.

Primeiro: Não devemos nos esquecer que o mundo político é, como o nome mesmo diz, político. Nada pior para um político ter que conviver com uma pessoa que tem orgulho de dizer que é um técnico e que não se envolve com política (ou que odeia política e os políticos). Se você quer transitar e ter sucesso neste meio, pare com esses comentários ainda hoje. O homem é um ser político por essência, por necessidade de sobrevivência. Enxergue a política no seu sentido mais amplo e não vincule política com política partidária. Exercite política em todos os momentos. Não subestime encontros triviais, mesmo o do cafezinho, pois sua imagem é construída no dia a dia.

Segundo: Algumas pessoas deixam de causar boa impressão porque estão sempre de cara fechada. Já foi comprovado que existe mais informação num sorriso do que numa expressão carrancuda. Um ditado árabe diz: "Um homem sem uma fisionomia sorridente não deve abrir uma loja". Seu sorriso é o mensageiro de suas boas intenções. Seu sorriso ilumina a vida de todo aquele que o vê. Nada pior que trabalhar com alguém que vive de mau humor, que só reclama da vida.

Por último, e não menos importante, é que o mais profundo princípio da natureza humana é a ânsia de ser apreciado. Em geral, estamos interessados nos outros quando eles se interessam por nós. Isso serve pra você e para o seu chefe. Portanto, se você quiser ser apreciado, seja um ouvinte atento. Fale olhando nos olhos das pessoas e ouça com vontade de escutar. Para ser interessante, seja interessado. O indivíduo que não está interessado no semelhante é o que tem as maiores dificuldades na vida e causa os maiores males aos outros. Sem falar que o homem que só fala de sí e só pensa em si, é irremediavelmente deseducado. Porém, cuidado ao dizer alguma coisa, cuide para que suas palavras não sejam piores que o seu silêncio. Em geral, as pessoas conseguem perceber um elogio mentiroso a quilômetros de distância.

Lembre-se: “Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo de plantamos”.

terça-feira, 1 de março de 2011

Você vale mais pelo mal...

Uma das coisas que mais me intriga na política é que ela tem uma tendência a não privilegiar o bem, a honestidade, a competência, a fidelidade. "Em política traição é uma questão de data", diz um ditado.

Entra governo, sai governo e as práticas maquiavélicas não se alteram, ou seja: "Você vale mais pelo mal que pode fazer do que pelo bem que já fez".
Política é uma arte de difícil explicação. O poder é essencialmente amoral e parece que a principal habilidade que nossos governantes adquiriram durante nossa curta caminhada democrática é a de ver somente as circunstâncias, e não o bem ou o mal. Quem não tem sangue político não transita nesse meio incolumente. Quem tem, fica com um olho no peixe e outro no gato. No final, tudo se ajeita pois “as massas sempre pouparão Barrabás”.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Evite as críticas!

Toda pessoa que você encontra é superior a você em alguma coisa. Por isso, quando perguntado, fale sempre o que de melhor você souber de uma outra pessoa. 
Deixe as críticas e as condenações para os outros. Imagine as pessoas que trabalham com você. O que elas diriam de você agora?

A primeira regra da arte de governar é saber agüentar a inveja e o ódio alheio.

Pense nisso!!


Profissionais bem pagos!

A habilidade de lidar com pessoas é um produto pelo qual as empresas estão pagando caro. Os profissionais mais bem pagos nem sempre são os que mais conhecem os segredos de sua profissão. 
 
Por outro lado, os profissionais com vencimentos baixos são, com certeza, os que oferecem somente seus conhecimentos técnicos. Você é contratado pela sua capacidade técnica e demitido pela sua capacidade comportamental.
Portanto...