quarta-feira, 24 de junho de 2015

A Política e os Cães

Eu e meu filho temos dois cachorros: um Rottweiler, de nome Valente, e um Yorkshire, de nome Nero. O Rottweiler é um animal imponente, muito forte, de pêlo brilhante e sua presença intimida até alguns familiares. O Yorkshire, por sua vez, é um animalzinho frágil, pequeno, com o pêlo todo arrepiado, do tipo que chega a ser "bonitinho" de tão feio. O Valente vive na chácara, onde durante o dia fica preso e durante a noite solto. Por causa da sua dedicação, mesmo tendo sua casinha, às vezes fica ao relento, fica na chuva, passa frio e muitas vezes também passa por perigos. O Nero não! Este, como a maioria dos animais de estimação, vive num apartamento no centro da cidade. Nunca passou frio, não sabe o que é ficar na chuva, não sabe o que é passar por perigo e vai ao pet shop uma vez a cada 15 dias.

Dia desses, o Nero foi pra chácara e eles se encontraram. Era visível a vontade do Valente de estraçalhar o Nero, que por sua vez, insistia em provocar o Rottweiler. Ao observar esta situação, fiquei me indagando sobre o comportamento de cada animal e o nosso comportamento em relação a eles. O que cada um de nós "dá" e o que cada um de nós "recebe" neste relacionamento. 

Estes pensamentos me levaram a um outro questionamento:
Para nós, seres humanos, o que é o mais importante?
Fidelidade ou companheirismo?
Dedicação ou afeto?

Pois bem...

Se você quer sobreviver no mundo da política deve saber que "neste mundo de poder", assim como no mundo dos animais, as coisas são estruturadas no sentido de agradar e glorificar o governante. Para participar deste mundo você deve saber até onde vão seus limites, deve se conhecer profundamente e então se perguntar: Quero ser um Rottweiler ou um Yorkshire?


Pense Nisso!!

A Fábula da Corrupção


quinta-feira, 21 de maio de 2015

A Arte de Manter as Mãos Limpas (Parte I)

Bode Expiatório

Segundo a Bíblia, “Bode Expiatório” era um animal que era apartado do rebanho e levado ao deserto para morrer à míngua como parte das cerimônias hebraicas do Yom Kippur, o Dia da Expiação. Este rito é descrito na Bíblia, mais especificamente no livro de Levítico, da seguinte maneira:

Dois bodes eram levados, juntamente com um touro, ao lugar de sacrifício, como parte dos Korbanot do Templo de Jerusalém. No templo os sacerdotes sorteavam um dos bodes.
Um era queimado em holocausto no altar de sacrifício com o touro. O segundo tornava-se o bode expiatório, pois o sacerdote punha suas mãos sobre a cabeça do animal e confessava os pecados do povo de Israel. Posteriormente, o bode era deixado ao relento na natureza selvagem, levando consigo os pecados de toda a gente, para ser reclamado pelo anjo caído Azazel (braço direito de Satanás, um demônio do deserto).

Este sacrifício sangrento parece uma relíquia bárbara do passado, porém, a prática do Bode Expiatório está mais popular do que nunca, principalmente no mundo da Política. 

Compreendendo o funcionamento do poder, da importância das aparências e sabedor de que a reputação do governante depende mais daquilo que escondemos do que daquilo que revelamos, a prática do Bode Expiatório deixou de ser uma atitude conveniente e passou a ser uma atitude quase que compulsiva e obrigatória entre os detentores do poder.

O raciocínio político é que: quem está no poder tem que aparentar que nunca erra. Não se conhece, nos dias de hoje, um governante que publicamente tenha assumido seus erros, que tenha pedido desculpas. Afinal, uma desculpa abre portas para todo tipo de dúvidas. Dúvidas sobre a competência, sobre as verdadeiras intenções e principalmente sobre os erros que talvez não tenham sido confessados. Além do mais, desculpas não satisfazem a ninguém, pois o erro não desaparece; ao contrário, em se tratando de política, cresce e inflama. Melhor então é cortar fora, extirpar esta mácula imediatamente e para este momento nada melhor do que o velho e bom Bode Expiatório. 

Se você quer sobreviver no mundo da política, deve entender que o Bode Expiatório é um jogo de cartas marcadas. Neste jogo, e durante toda a história, os governantes têm entendido a importância de ter sempre ao seu lado alguém em quem colocar a culpa. E se este alguém for um “favorito do rei”, tanto melhor ainda.

É da natureza humana a atitude de não procurar dentro de si mesmo a razão de um erro, sendo mais natural então, aceitarmos que a culpa esta sempre no outro. O povo sempre acreditará na culpa do Bode Expiatório, principalmente se este for uma pessoa próxima do governante. A este processo denomina-se de “a queda do favorito”. 

Afinal, porque o rei sacrificaria seu favorito se este não fosse culpado?  Não é mesmo? 

E com isso, como ovelha, o povo volta a acreditar que o interesse do pastor e do rebanho são os mesmos.

Pense Nisso!

Lobo ou Ovelha?


terça-feira, 19 de maio de 2015

Eminência Parda


Em política, ”Eminência Parda” é o nome que se dá a um determinado sujeito que não é o governante, mas, agindo por trás deste é o verdadeiro detentor do poder. A origem deste termo remonta ao frade capuchinho François Leclerc du Tremblay, braço direito do Cardeal Richelieu, famoso por seu traje bege (denominado "parda") e que embora nunca tenha alcançado o posto de cardeal, por aqueles que se dirigiam a ele, e em deferência a sua influencia, o tratavam como “Sua Eminência” (título usado para tratar um Cardeal).

Se você quer sobreviver no mundo da política deve saber que em volta de todo “Rei” sempre terá alguém que o “controla”. Seja este “Rei” um Presidente, um Governador, um Prefeito, um Deputado ou um Vereador, este certamente terá alguém que, por trás dele, controla as coisas. Entender isto e saber identificar esta Eminência Parda é de fundamental importância para sua sobrevivência.

É importante entender que o Governante e esta Eminência Parda chegaram a este status quo impreterivelmente por dois caminhos; Criando uma relação de dependência e guardando segredos. E quanto maior for a relação de dependência e os segredos, mais liberdade a Eminência Parda terá para agir sem ter nada o que temer. Tornando-se o caso clássico do homem por trás do trono, o servo do rei, que na verdade controla o rei.

Sem entender esta relação, incautos tentam inutilmente mina-la ocasionando sua derrocada independentemente de competências e apadrinhamentos que se possam ter ou possuir. Se você quer sobreviver no mundo da política, saiba fazer as pessoas dependerem de você ou saiba guardar segredos. Afinal, como dizia Baltasar Gracian:

“Faça as pessoas dependerem de você.
Ganha-se mais com essa dependência do que cortejando-as.
Quem já saciou a sua sede, dá logo as costas para a fonte, não precisando mais dela.
Não havendo dependência, desaparece também a civilidade e a decência, e depois o respeito.



Pense Nisso!

terça-feira, 20 de maio de 2014

O Porco e o Cavalo

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo. Assim ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:

- Bem seu cavalo está com uma virose, precisa tomar este medicamento durante três dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!
No segundo dia deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa!
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:
- Cara, é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar!!! Ótimo, vamos um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico!!! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa! Você venceu Campeão!

Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre! Milagre!! O cavalo melhorou.

Isto merece uma festa... Vamos matar o porco!


Moral da história:
Se você quer sobreviver no mundo da política, entenda que na grande maioria das vezes você não será reconhecido. Acostume-se com a ideia de que; "em prol de um grupo", "de um objetivo maior", "de um projeto de poder", ou simplesmente para que o Político "sobreviva", você será sacrificado como o Porco desta fábula. Pense Nisso!!

terça-feira, 18 de março de 2014

Cuidado Com o Que Você Fala


Não Compre Briga dos Outros

Se você quer sobreviver no mundo da política, não se deixe arrastar para brigas que não sejam as suas. Quando isso acontece, você perde a sua independência, passa a ser uma ferramenta nas mãos dos outros e se torna comum. Ao controlar seu ímpeto de querer se mostrar útil e prestativo, você preserva sua independência o que é fundamental para quem precisa conquistar o respeito no mundo político.

Em geral, num conflito, tende-se a tomar o partido do mais forte ou do que lhe oferecer uma aliança mais vantajosa. Porém, é aí que mora o perigo. 
Acontece que quase sempre é impossível prever quem, a longo prazo, sairá vitorioso numa disputa. E mesmo que você acerte qual o lado mais forte e possivelmente o vitorioso, este pode “convenientemente” te engolir, te deixar de lado após a batalha. Por outro lado, ficar do lado do mais fraco será sua derrocada.

Conta-se que na antiga China, o reinado de Chin certa vez invadiu o reinado de Hsing. Huan, o governante de uma província vizinha, achou que devia correr em defesa
 de Hsing, mas seu conselheiro lhe disse para esperar : 
“Hsing ainda não vai ser destruída”, falou ele, “e Chin ainda não está exausto. 
Se Chin não está exausto, nós não podemos influenciar muita coisa. 
Além disso, o mérito de apoiar um estado em perigo não é tão grande 
quanto a virtude de ressuscitar um estado em ruínas.” 

O argumento do conselheiro venceu e, como ele tinha previsto, 
Huan mais tarde teve a glória de salvar Hsing à beira da destruição
 e depois de conquistar um Chin exausto. 
Ele ficou de fora da briga até que as forças envolvidas 
nela se exauriram mutuamente, quando 
foi seguro para ele intervir.

Se você quer sobreviver no mundo da política, aprenda a fazer o jogo da espera não tomando decisões precipitadas e cuidando pra não comprar a briga dos outros. Em contrapartida, demonstre-se prestativo, atencioso e interessado em ambos os lados envolvidos. Quando as partes litigantes se cansarem da briga, você naturalmente terá conquistado o poder de ter sido intermediário, o agente da Paz. 

No final, mantendo-se independente, você será mais respeitado e conquistará o poder de escolher quando e se deve, ou não, tomar a iniciativa de ajudar os outros.

Pense Nisso!!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Use o Tempo e a Distância a seu favor

Se você quer sobreviver no mundo da política deve entender que este é um mundo que valoriza muito as aparências. E, por isso, você precisa aprender a realçar a sua imagem e, por conseguinte seu valor. Uma das maneiras mais rápidas de melhorar a sua imagem e obter mais valia é evitar se comprometer com alguém ou com um grupo apressadamente.

Quem vive no mundo da política se depara com um estranho fenômeno: toda vez que você “corre” para apoiar uma pessoa ou um grupo, você tende a ser pouco respeitado, pouco valorizado e com frequência deixado de lado. É comum no meio político escutar reclamações sobre este ou aquele político que não soube valorizar uma suposta ajuda ou apoio. Pois, em se tratando de política, o velho ditado de que "quem chega primeiro bebe água limpa" nem sempre é correto.

Não estou dizendo que não se deve ter compromisso. Estou dizendo que no mundo da política você não deve ter pressa em se comprometer. É importante entender que para os políticos, tudo que vem fácil, de graça, não tem valor. Pois assim como chegou fácil, a qualquer momento, pode ir fácil engrossar as fileiras do adversário. Por outro lado, aqueles que se retraem, tendem a ser mais valorizados pois com o tempo ganham uma áurea de independentes tornando-os "desejados". E o desejo é como um vírus: se vemos alguém desejado por outros, tendemos a achá-lo desejável também.

Portanto, se você quer sobreviver no mundo da política aprenda a usar o tempo a seu favor e não se apressar a tomar um partido. Mantenha distância das pessoas e elas irão querer se aproximar de você. Ou como dizia Baltasar Gracián...


“Homens espertos são lentos no agir, pois é mais fácil evitar compromissos do que sair bem de um deles”.

Pense Nisso!!

terça-feira, 19 de março de 2013

Coincidências entre Lincoln e Kennedy

Quando a gente fala de história, será que dá para acreditar em coincidências? Alguns acreditam, outros não, mas é verdade que algumas são assombrosas, como estas que envolvem dois dos maiores presidentes dos Estados Unidos. Vejam só!!!

- Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846. John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946. 

- Linconl foi eleito presidente em 1860. Kennedy foi eleito para presidente em 1960.

- Ambos estavam comprometidos com os direitos civis. As esposas de ambos perderam filhos enquanto estavam na Casa Branca.

- A secretária de Lincoln chamava-se Kennedy. A secretária de Kennedy chamava-se Lincoln.

- Os nomes Lincoln e Kennedy tem 7 letras cada um. Ambos os presidentes foram baleados na cabeça.

- Lincoln foi morto na sala Ford, do teatro Kennedy. Kennedy foi morto num carro Ford, modelo Lincoln.

- Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas. Ambos os presidentes foram sucedidos por sulistas. Ambos os sucessores se chamavam Johnson.

- Andrew Johnson, que sucedeu Lincoln, nasceu em 1808. Lyndon Johnson, que sucedeu Kennedy, nasceu em 1908.

- John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839. Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939. Ambos os assassinos era, conhecidos pelos seus 3 nomes. Os nomes de ambos tem 15 letras.

- Booth saiu correndo de um teatro e foi apanhado em um depósito. Oswald saiu correndo de um depósito e foi apanhado em um teatro. Ambos foram assassinados antes de seu julgamento.

- Uma semana antes de Lincoln ser morto ele estava em Monroe, Maryland. Uma semana antes de Kennedy ser morto ele estava com Marylin Monroe.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Abraham Lincoln

A vida fez de mim um homem bem familiarizado com as decepções. Aos 23 anos, tentei um cargo na política e perdi. Aos 24, abri uma loja que não deu certo. Aos 32, tentei um negócio de advocacia com amigos, mas logo rompemos a sociedade. Ainda naquele ano, tive um grave colapso nervoso e passei um bom tempo no hospital. Com 45 anos, disputei uma cadeira no Senado e não ganhei. Aos 47, concorri à nomeação pelo Partido Republicano para a Eleição Geral e fui derrotado. Aos 49, tentei o Senado e fracassei novamente. Mas, aos 51 anos, finalmente, fui eleito presidente dos Estados Unidos da América.

Por isso, não venha me falar de dificuldades, tropeços ou fracassos. Não me interessa saber se você falhou. O que me interessa é se você soube aceitar o tropeço. Todos os infortúnios que vivi me tornaram um homem mais forte, me ensinaram lições importantes. Aprendi a tolerar os medíocres; afinal, Deus deve amá-los, porque fez vários deles. Aprendi que os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis. Aprendi que, quando se descobre que uma opinião está errada, é preciso descartá-la. Aprendi que a melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades. Aprendi que nunca se deve mudar de cavalo no meio do rio.

Se você está vivendo um momento temporário de fracasso, posso afirmar, com a certeza da minha maturidade, ou dolorida experiência, que você jamais falhará se estiver determinado a não fazê-lo. Por mais que você encontre dificuldades pelo caminho, não desista. Pois saiba que o campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer.

ABRAHAM LINCOLN 
16 Presidente Norte-Americano

quarta-feira, 6 de março de 2013

Reflexões Democráticas

Os povos têm os governantes que merecem; e, quando o governo é democrático, este mecanismo é ainda referendado pela soma dos votos. Quando os malvados e os palermas chegam democraticamente ao poder, pode dizer-se sem ponta de dúvida que a sociedade atingiu o grau mais abjecto de corrupção; pois, se elevar o que é por natureza inferior é sempre uma monstruosidade, quando essa elevação se obtém por vontade popular, somos forçados a concluir que a monstruosidade está enquistada no próprio sistema. (Juan Manuel de Prada, in A Nova Tirania)

O sufrágio universal é a mais monstruosa e a mais iníqua das tiranias, pois a força do número é a mais brutal das forças, não tendo ao seu lado nem a audácia, nem o talento. (P. Bourget)

Quem quiser governar bem um país, deve primeiro governar a sua cidade. Quem quiser governar bem a sua cidade, deve aprender a governar primeiro a sua família; e quem quiser governar bem a sua família deve aprender primeiro a governar bem a si próprio. (Confúcio)

No regime democrático, todos os partidos gastam todas as energias para demonstrar que os demais partidos não têm competência para governar. E todos eles estão certos. (Henry Louis Mencken, Jornalista americano)

A minha devoção à verdade empurrou-me para a política; e posso dizer, sem a mínima hesitação, e também com toda a humildade que, não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política. (Mahatma Gandhi)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Eleitor Brasileiro...


O Político, a Carroça e a Raposa

Conta a história que numa certa manhã, um homem muito sábio, convidou o filho a dar um passeio no bosque. Ao chegarem a uma clareira, depois de um pequeno silêncio, o Pai perguntou ao filho:

- Além dos pássaros, você consegue ouvir mais alguma coisa?

O filho apurou os ouvidos alguns segundos e respondeu:
- Escuto o barulho de uma carroça.
- Isso mesmo, disse o pai, é uma carroça vazia.

Onde o filho perguntou:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu o pai, é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Pois bem, se você quer sobreviver no mundo da política deve aprender a identificar (políticos) carroças vazias e raposas felpudas. Quanto mais "barulhulhento" for o político, quanto mais falar, mais gritar, mais agir de forma inoportuna, prepotente, e extravagante mais vazio ele é. 

Por outro lado, as "raposas felpudas" são silenciosas, sorrateiras e discretas. Avessas a demonstrações de forças desnecessárias, trabalham na calada da noite, andam pelas beiradas, escutam muito, falam pouco - geralmente ao "pé da orelha" e quando precisam dar um "bote", este é certeiro. 

Se você quer sobreviver no mundo da política deve aprender que, em se tratando de política, "mais é menos e menos é mais". Nunca superestime uma carroça por causa do seu barulho, nem despreze uma raposa felpuda por ela ser silenciosa.

Pense Nisso!!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Porco Espinho e a Política

Conta a lenda que durante uma era glacial bem remota, quando parte de nosso planeta se achava coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram. Morreram indefesos por não se adaptarem às condições do clima hostil. Foi então que uma grande manada de porcos espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, a juntar-se mais e mais. Bem próximos um do outro, cada qual podia sentir o calor do corpo do outro. E assim bem juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente. Assim aquecidos, conseguiram enfrentar por mais tempo aquele inverno terrível.

Vida ingrata, porém... os espinhos de cada um começaram a incomodar, a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor. Feridos, magoados e sofridos, começaram a afastar-se. Por não suportarem mais os espinhos de seus semelhantes, eles se dispersaram. Novo problema: afastados, separados, começaram a morrer congelados. Os que sobreviveram ao frio voltaram a se aproximar, pouco a pouco. Com jeito e precaução. Unidos novamente, mas cada qual conservando uma certa distância um do outro. Distância mínima, mas suficiente para conviver, sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim agindo, eles resistiram à longa era glacial. Apesar do frio e dos problemas, conseguiram sobreviver.

Se você quer sobreviver no mundo da política deve saber que "neste mundo" as pessoas mais próximas a você, serão as que mais vão te magoar, te trair, te ferir. Deve entender que sua sobrevivência depende de quanto você consegue "se deixar machucar" e ainda manter um sorriso na boca. Deve saber que sozinho você não se machuca, mas também não sobrevive. Deve procurar fazer como os porcos espinhos e, ao mesmo tempo, ter em mente o que dizia Talleyrand: "Na Política, a traição é uma questão de datas".

Pense Nisso!!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Política


Política se faz em grupo II

Dia desses escrevi: "... em se tratando de política, andorinha sozinha não faz verão." Pois bem, se você quiser sobreviver no mundo da política deve saber que tão importante quanto o político é o seu grupo político.

Em geral, os políticos se assemelham nas promessas e se diferenciam nas ações. E o responsável por este diferencial é o conhecimento posto em prática. Sim, se pararmos pra pensar, em nosso planeta, por trás de tudo que compramos e vendemos está o conhecimento. E conhecimento vem de gente, de pessoas. 

Se você quiser sobreviver no mundo da política, deve saber montar, escolher, fazer parte de um bom grupo político. É por intermédio dos seus conhecimentos, dos conhecimentos dos seus amigos, dos seus funcionários, dos seus correligionários, dos seus apoiadores, que virão as idéias, as inovações e a sua sobrevivência ou a sua derrocada no mundo da política. 

Alberto Einstein dizia: "Somos todos geniais, mas se você julgar um peixe por sua capacidade em subir em arvores, ele passará sua vida inteira acreditando ser estúpido." 

Faça parte de um grupo, analise-o. Veja se é um grupo forte, se pode crescer, se as pessoas são valorizadas, ouvidas, respeitadas. Analise seu líder, veja se ele sabe julgar e valorizar o conhecimento de cada integrante do grupo. Caso contrário, neste grupo, você será só mais um peixe tentando subir em arvores. 

Pense Nisso!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Política se faz em grupo I


Se você quer sobreviver no mundo da política deve aprender que, em se tratando de política, "andorinha sozinha não faz verão". Política se faz em grupo. O exercício democrático da cidadania é exercido sempre (ou deveria) em função do "outro", do coletivo, do próximo.

Na política, pessoas que não se posicionam, que não têm um lado e que só pensam em si mesmas, além de serem extremamente deselegantes, não sobrevivem por muito tempo. A pior posição de alguém que quer viver no mundo da política é não ter posição, é ficar em cima do muro achando que assim ficará bem com os dois lados. Saiba que com isso você só ganhará a desconfiança de ambos os lados. 

Se você quer sobreviver no mundo da política, deve saber que a política é uma guerra, uma selva, onde estar sozinho só lhe trará aborrecimentos e uma vida bem curta. Portanto, participe de um grupo, pense coletivamente, pois é isso que o manterá vivo.

Pense Nisso!!


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No país de meus sonhos!

O país dos meus sonhos seria um país agradável para se viver. Onde todas as pessoas, independente de credo, raça, ideologia política e condição social, se relacionariam muito bem entre si.

No país dos meus sonhos, cada agricultor teria, pelo menos, um par de bois para puxar o arado. E ao voltar para casa encontraria uma família feliz, sem as preocupações da moradia, da fome, da saúde e da educação.

No país dos meus sonhos todos os pobres teriam uma casa para morar. Todos teriam o que comer. Os hospitais teriam médicos dedicados e remédios para todos os doentes. As escolas teriam professores e alunos. Alunos felizes e professores dedicados. No país dos meus sonhos as disputas eleitorais terminariam no dia das eleições. A partir daí, todos estariam torcendo pelo sucesso da sua Pátria.

No país dos meus sonhos todo cego enxergaria, todo surdo ouviria e todo mundo enxergaria e ouviria coisas tão lindas, que não precisaria falar nada. No país dos meus sonhos a tristeza cederia lugar à alegria, o sofrimento cederia lugar à felicidade, o ódio cederia lugar ao amor, porque o amor traria consigo o perdão.

No país dos meus sonhos todos viveriam sob o signo da fé e da esperança. No país dos meus sonhos a preguiça cederia lugar à motivação e à criatividade. No país dos meus sonhos ninguém pediria apenas prosperidade. Pediria também cérebro e músculos para trabalhar. No país dos meus sonhos o relacionamento entre as pessoas seria a marca de cada cidadão.

No país dos meus sonhos as leis seriam simples, mas todas seriam cumpridas. A Constituição Federal, por exemplo, teria apenas DOIS artigos:


Artigo 1º- Todo cidadão que habita este País ficará EXPRESAMENTE PROIBIDO de fazer às outras pessoas aquilo que ele não gostaria que as outras pessoas fizessem para si.


Artigo 2º- Todo cidadão FICA AUTORIZADO a fazer para as outras pessoas tudo aquilo que elas gostariam que você fizesse a elas. Revogadas as disposições em contrário.


O PAÍS DOS MEUS SONHOS UM DIA VAI EXISTIR. E ele será tão feliz que nem precisará de mim. Mas não faz mal.

                                                                                                                                Tadeu Comerlatto


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Líderes


Dicas Práticas III

  • Procure ver-se nos olhos de seus críticos.
  • A produtividade eleitoral "contra" alguém é inúmeras vezes maior que "a favor".
  • Para entrar na política, defina seu grupo, esclareça os motivos, escolha um inimigo e vá à luta.
  • É sempre bom que o eleitor se convença de algumas desvantagens em votar no concorrente.
  • Quando você e seu grupo não tiverem um inimigo comum para dar combate, cuidado para não produzirem inimigos dentro de seu próprio grupo e começarem a lutar entre si..
  • A melhor campanha não é aquela que ostenta beleza e opulência, com símbolos ou slogans rebuscados e dotados de profundo conteúdo interior: é aquela que consegue atingir facilmente o eleitor e sensibilizá-lo.
  • Junte-se aos mais fortes. Mas cuidado com os mais fortes que você.
  • Não despreze a intelectualidade. Mas lembre-se: Quem decide a eleição é o povo.
  • Aproxime-se daqueles que procuram a verdade e a perfeição. Fuja daqueles que acham que a encontraram.
  • O melhor lugar e a melhor hora para fazer política é exatamente onde você está, e agora.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Propaganda Eleitoral


Assista!!!
Como fazer uma Propaganda Eleitoral.

Em apenas 3 min. você entenderá como somos manipulados.
Imperdível!!!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Provérbios 22:16


Você sabe com quem está falando?

Assim como todo mundo, quem transita pelo "poder" se depara com todos os tipos de pessoas. Saber distinguir estes diferentes tipos, e agir de acordo, pode ser a diferença entre a ascensão ao tão almejado poder ou a derrocada completa. Então, se você quiser sobreviver no mundo da política deve aprender a diferenciar lobos de cordeiros, gaviões de abutres e raposas felpudas de simples lebres.

Robert Greene, em seu livro 48 Leis do Poder, diz que existem 5 tipos de pessoas muito perigosas que devemos evitar confrontar:
1 - O Homem Arrogante e Orgulhoso.
2 - O Homem Inseguro.
3 - O Homem Desconfiado.
4 – O Homem de Longa Memória.
5 – O Homem Simples.

Neste livro o autor nos conta que, em geral, as pessoas se esquecem de quase tudo em suas vidas, menos de um insulto. E como na grande maioria das vezes não sabemos com quem estamos lidando, é importante não tratarmos “o próximo” com arrogância ou desprezo. Acredite: você não vai ganhar nada insultando e humilhando as pessoas próximas a você. Mesmo uma possível satisfação não será nada se comparada ao risco de que essa pessoa possa um dia estar em condições de ferir você.

Se você quiser sobreviver no mundo da política, além de agir sempre com respeito e educação, você deverá saber avaliar e conhecer as pessoas com quem está falando. Essa habilidade é a mais importante para conquistar e manter o poder. Sem esta habilidade você ofenderá quem não deve, trabalhará com tipos errados e pensará estar elogiando pessoas quando na verdade estará insultando.

Pense Nisso!

sábado, 15 de setembro de 2012

O Dinheiro e a Política

Quando converso sobre política o que mais escuto é gente dizendo: “político é tudo ladrão”, “não é coisa pra gente séria”, “não adianta votar, vou anular meu voto”, “os políticos são todos iguais”, e aí vai...

Pois bem, se você quer sobreviver no mundo da política deve aprender que ela deve ser acompanhada de perto. O autor David Gerrold costuma dizer que: “A diferença entre um político e uma lesma é que a lesma deixa um rastro gosmento”. Eu concordo! Políticos também deixam seus rastros. Seja através de suas ações, de seu grupo político, de seus pronunciamentos, de seus projetos, ou através de seus amigos, seus assessores, etc e tal.

Senão vejamos...- Quem não se lembra:

Dinheiro no Armário - Em 2002, a pré-candidata à Presidência da República Roseana Sarney abriu mão de disputar a eleição depois que a polícia descobriu 1,3 milhão de reais no cofre da empresa Lunus.

Propina nos Correios - Em 2005, o chefe do Departamento de Administração dos Correios, Maurício Marinho, foi filmado negociando o pagamento de propina com empresários para o PTB.

Dinheiro na cueca – O assessor do irmão do deputado José Genoíno, José Adalberto da Silva foi flagrado com 100 000 (cem mil) dólares escondidos na cueca e 200 000 (duzentos mil) reais em uma valise.

Dízimo milionário - O presidente da Igreja Universal do Reino de Deus, o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva foi pego com 10 milhões de reais em um jatinho particular.

Os aloprados de Lula - Em 2006, durante a campanha presidencial, a polícia flagrou petistas com 1,7 milhão de reais supostamente para comprar um dossiê contra adversários.

E aí você poderia dizer: “Tá vendo? é tudo a mesma coisa”, “todos ladrões”, “a coisa toda nunca vai mudar”. E eu, poderia perguntar: o que você está fazendo para evitar tudo isso? Sim, você! A história está repleta de exemplos de impérios que ruíram por causa de meia dúzia de obstinados. Poderia talvez citar Rui Barbosa dizendo: “Quem não luta por seus direitos não é digno dele”, mas fico, neste momento, com Vitor Hugo que dizia que: “Entre um governo que faz mal e o povo que o consente, há uma certa cumplicidade vergonhosa”.

Pense Nisso!!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Teatro da Política

Se você quer sobreviver no mundo da política recomendo que leia o livro "O Estado Espetáculo - de Roger Gérard".  Nele você vai entender que o poder e a mídia estão sempre entrelaçados e em detrimento dos interesses da sociedade. Vai entender que tudo não passa de um grande espetáculo onde nós, os políticos e o Estado, protagonizamos diversos tipos de papéis. De uma maneira envolvente, o livro nos mostra como é realizada em nossas mentes uma "lavagem cerebral", onde o Estado transforma tudo numa grande companhia teatral onde os políticos representam os seguintes papéis:

O Herói - É aquele político que vai resolver o problema. Um homem fora do comum, o salvador.

O Homem Simples - É o político que emerge das massas para comandá-la. 

O Líder "Charmoso" - É o político que se empenha mais em seduzir e que através de sua elegância e beleza conquista o voto.  

O Pai da Pátria - É o político que vai cuidar dos pobres, fracos e oprimidos.

Se você quer sobreviver no mundo da política deve entender o papel de cada um desses papéis e o momento exato de colocar ou um ou outro no palco. Deve saber que "os melhores" podem inclusive representar mais de um papel ao mesmo tempo. E que todo Herói, com o tempo, acaba cansando e é comum ser trocado pelo seu oposto, ou seja, o Homem Simples. Este, tão modesto, tão comum, acaba sendo substituído pelo Líder Charmoso que seduz, mas também inquieta com sua instabilidade. No final, surge o Pai da Pátria, para com sua experiência tranquilizar sobretudo os mais necessitados. E aí... bem aí, começa tudo de novo, porém não necessariamente nesta ordem. 

Pense Nisso!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dicas Práticas II

  • Para entrar na política, defina seu grupo, esclareça os motivos, escolha um inimigo e vá à luta.
  • A produtividade eleitoral "contra" alguém é inúmeras vezes maior que "a favor". 
  • Quando você e seu grupo não tiverem um inimigo comum para dar combate, cuidado para não produzirem inimigos dentro de seu próprio grupo e começarem a lutar entre si.    
  • Tudo em política se mede pelos resultados.
  • Analise primeiro o que já deu certo e o que deu errado. Descubra os porquês, depois decida.
  • A única forma de tirar vantagem da briga entre dois adversários é ficar fora dela.
  • A chantagem nas outras atividades chama-se pressão política na sua.
  • É sempre bom que o eleitor se convença de algumas desvantagens em votar no concorrente.
  • Junte-se aos mais fortes. Mas cuidado com os mais fortes que você.
  • Anunciar bem, custa caro. Anunciar mal, custa mais ainda. Porém o mais caro é não anunciar.
Pense nisso!!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sinto vergonha de mim!

(...)
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

'Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.


Ao lado da vergonha de mim,
tenho pena, tanta pena de ti, povo brasileiro!
"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".


Poesia de Cleide Canton com versos finais de Rui Barbosa

Assista este vídeo declamado por Rolando Boldrin e sua proverbial competência: http://www.youtube.com/watch?v=RL8OCOW5YsU&feature=youtube_gdata_player

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Justiça


A Política e o Xadrez (parte II)

O jogo de Xadrez, assim como o jogo da Política, para ser bem jogado necessita de raciocínio lógico, frieza nas análises e uma intuição aguçada. Tanto num como noutro existe um tempo estabelecido para cada jogador realizar seu "movimento", e um bom jogador deve saber prever a jogada do oponente e as próprias jogadas com algumas rodadas de antecedência.

Se você quer sobreviver no mundo da Política deve entender que assim como no jogo de xadrez, na política o Rei (político/candidato) é peça central sob a qual se concentra todo o jogo. Simulando a guerra entre dois exércitos, o objetivo é capturar o Rei inimigo e por isso todos os lances, de defesa ou de ataque, se dão em função do Rei.

Os peões, em maior número, postados na primeira linha de batalha, avançam decididos diante das dificuldades da luta, militantes dispostos a qualquer sacrifício formam o que chamamos de peças descartáveis. Os poucos que sobressaem e atingem a última fila do tabuleiro são logo trocados por uma peça de maior importância. A Torre, outra peça de grande valor, executa movimentos retilíneos e simboliza a integridade de alma do homem honesto, o qual trilha o caminho da retidão sem se desviar, o guardião da moral, que é essencial em todos os exércitos, todos os partidos, todas as campanhas.

O Cavalo realiza movimentos em “L” e, com isso, freqüentemente surpreende o adversário. É uma peça importante justamente por realizar um movimento que nenhuma outra peça executa, podendo assim conquistar peças inimigas. O Bispo, historicamente, representa o poder que a igreja tem sobre o Estado e a sociedade. É a ligação com o ente Supremo, meio seguro para o homem atravessar as duras provas sem se deixar abater. Esgueirando-se em sentido diagonal, transpassam agilmente as fileiras dos adversários. Por fim, a Dama (Rainha) é a peça mais poderosa do jogo justamente porque realiza o movimento de todas as outras peças do tabuleiro, exceto a do cavalo. É a dama quem mais protege o Rei, já que é a grande articuladora de todo o jogo, pois sem a dama o rei se torna extremamente vulnerável.

Nestes dois jogos, é comum o oponente jogar iscas para ver o outro cair na armadilha. Nos dois casos, se você não pretende perder, não deve jogar por impulso, e caso fique em grande desvantagem ou iminência da derrota tem a opção de abandonar a partida, antes que receba o xeque-mate; ou, ainda, pode negociar adiamentos e acordar empates, pois sempre existirá o dia seguinte para avaliações, reinvenções e acréscimos de novas jogadas.

Pense Nisso!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Stendhal



Marie Henri Beyle, mais conhecido como Stendhal (23 de janeiro de 1783, em Grenoble, França - 23 de março de 1842, em Paris, França). Novelista; Escritor francês. Seu estilo, ao contrário do excesso de ornamentos, valorizava o perfil psicológico dos personagens, a interpretação de seus atos, sentimentos e paixões.

Dicas Práticas

  • Época eleitoral não é época de plantar. É hora de colher o que se plantou.
  • Cada chamada telefônica é uma oportunidade, não uma ameaça.
  • As pessoas decidem votar por suas próprias razões, não pelas nossas. Se pretende conquistar o voto de alguém, procure lembrar como alguém já conquistou o seu voto.
  • A intelectualidade não deve ser desprezada. Porém, quem decide uma eleição é o povo.
  • Você não pode ganhar uma eleição na véspera. Mas poderá perde-lá. Cuidado!
  • O melhor lugar e a melhor hora para fazer política é exatamente onde você está, e agora.
  • Quer melhorar seu padrão? Cerque-se de pessoas mais inteligentes que você.
  • Anunciar bem, custa caro. Anunciar mal, custa mais ainda. Porém o mais caro é não anunciar.
  • Em política você é, exatamente, o que os eleitores vêem e acreditam que você seja. A versão sempre sobrepuja o fato.
  • Se em alguma circunstancia você for levado a perder a calma, a primeira providência é rebuscar a calma.
  • Os segredos do sucesso são inúmeros. Do fracasso, é procurar agradar a todos.
  • Mudar de ideia não é tão grave quanto não ter idéias para mudar.
     Pense Nisso!!!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pense Nisso!


Só de Sacanagem

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
....
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
....
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!



Veja este poema no desabafo da cantora Ana Carolina
Autora: Elisa Lucinda.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ética x Caráter


A Política e o Xadrez

Se você quer sobreviver no mundo da política deve ter em mente que tudo não passa de um jogo de xadrez. Assim como na vida, onde cada ação corresponde a uma reação, no tabuleiro da política, dependendo do movimento que fazemos, ganhamos ou perdemos peças preciosas que nos ajudarão ou farão falta no final de cada partida.

Devemos entender que neste jogo existem peças de conquista e peças de ocupação, e que com freqüência os peões, os que dão a cara pra bater, os que chegam primeiro, geralmente são os mais sacrificados e dificilmente chegarão ao final do jogo. Entender que em momentos difíceis é comum, para mantermos nosso "rei em pé", sacrificarmos uma torre, um bispo e às vezes até a rainha.

A política, assim como o xadrez, é um jogo amoral onde não se pode odiar seu oponente por "comer" uma peça do tabuleiro. Ao contrário, um bom jogador, o político do bem, aprende com os movimentos do seu oponente, admira sua coragem mas acima de tudo procura compreender sua estratégia, sua tática, e antevendo seus movimentos, conquista peças importantes no jogo em questão.

E o mais importante neste jogo, assim como na vida, é não esquecer que ganhando ou perdendo o importante é tratar seu oponente como seu igual. Afinal, no final, seja você peão ou rei, no término do jogo todos vão para a mesma caixa.

Pense Nisso!!