quarta-feira, 24 de junho de 2015

A Política e os Cães

Eu e meu filho temos dois cachorros: um Rottweiler, de nome Valente, e um Yorkshire, de nome Nero. O Rottweiler é um animal imponente, muito forte, de pêlo brilhante e sua presença intimida até alguns familiares. O Yorkshire, por sua vez, é um animalzinho frágil, pequeno, com o pêlo todo arrepiado, do tipo que chega a ser "bonitinho" de tão feio. O Valente vive na chácara, onde durante o dia fica preso e durante a noite solto. Por causa da sua dedicação, mesmo tendo sua casinha, às vezes fica ao relento, fica na chuva, passa frio e muitas vezes também passa por perigos. O Nero não! Este, como a maioria dos animais de estimação, vive num apartamento no centro da cidade. Nunca passou frio, não sabe o que é ficar na chuva, não sabe o que é passar por perigo e vai ao pet shop uma vez a cada 15 dias.

Dia desses, o Nero foi pra chácara e eles se encontraram. Era visível a vontade do Valente de estraçalhar o Nero, que por sua vez, insistia em provocar o Rottweiler. Ao observar esta situação, fiquei me indagando sobre o comportamento de cada animal e o nosso comportamento em relação a eles. O que cada um de nós "dá" e o que cada um de nós "recebe" neste relacionamento. 

Estes pensamentos me levaram a um outro questionamento:
Para nós, seres humanos, o que é o mais importante?
Fidelidade ou companheirismo?
Dedicação ou afeto?

Pois bem...

Se você quer sobreviver no mundo da política deve saber que "neste mundo de poder", assim como no mundo dos animais, as coisas são estruturadas no sentido de agradar e glorificar o governante. Para participar deste mundo você deve saber até onde vão seus limites, deve se conhecer profundamente e então se perguntar: Quero ser um Rottweiler ou um Yorkshire?


Pense Nisso!!

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